NotíciasEconomiaGuerra revela fragilidade energética brasileira, afirma Gabrielli

Guerra revela fragilidade energética brasileira, afirma Gabrielli

Em meio ao novo choque do petróleo, desencadeado por tensões no Irã e o fechamento do Estreito de Ormuz, o Brasil enfrenta uma insegurança energética significativa, conforme observações de José Sergio Gabrielli, ex-presidente da Petrobras. A situação atual expõe as consequências da interrupção de projetos de ampliação do refino no país, influenciados em grande parte pela operação Lava Jato e pressões internacionais. Gabrielli abordou esses temas durante o lançamento de seu livro “Economia do Hidrogênio: paradigma energético do futuro”, uma iniciativa do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep).

Durante uma entrevista à Agência Brasil, Gabrielli destacou a intenção dos EUA de dominar o mercado de petróleo, ressaltando as intervenções americanas na Venezuela e no Irã. Segundo ele, a guerra alterará a geografia do comércio global de petróleo, com Brasil, Canadá e Guiana assumindo papéis mais significativos para atender os mercados chineses e indianos, apesar da falta de capacidade de refino nacional para suprir a demanda interna, especialmente de diesel.

- Publicidade -

A crise evidenciou ainda mais essa vulnerabilidade, uma vez que o Brasil, após a Operação Lava Jato, reduziu consideravelmente a expansão de suas refinarias. Gabrielli critica a posição histórica de multinacionais como Exxon e Shell, que sempre se opuseram à expansão do refino no Brasil, e aponta que, em meio à crise, o único recurso imediato disponível envolve a manipulação de preços.

A entrevista também tocou no tema da transição energética, onde a demanda por combustíveis fósseis ainda é uma realidade inescapável. Gabrielli vê o hidrogênio verde como uma alternativa potencial, mas sublinha que a criação de um novo mercado para essa forma de energia é essencial e que políticas adequadas devem ser implementadas para garantir uma transição efetiva.

A foto da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), da Petrobras, mostrada na entrevista, ilustra uma das instalações trabalhando na redução de enxofre e componentes instáveis em combustíveis. Créditos da foto para Fernando Frazão/Agência Brasil.

[O texto não contém conclusões, mantendo-se neutro e informativo conforme as diretrizes de uma publicação governamental.]

Guerra expõe risco energético do Brasil, diz ex-chefe da Petrobras

Agência Brasil

Economia

- Publicidade -spot_img

Últimas Postagens

STF pausa análise de aposentadoria compulsória aos 75 anos

O Supremo Tribunal Federal (STF) pausou o julgamento sobre a obrigatoriedade de aposentadoria aos...

SRAG em bebês dispara no Brasil devido ao VSR

Aumento de Casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave em Crianças Acende Alerta em Todo...

Desmatamento na Mata Atlântica cai 28% em 2025

A destruição da Mata Atlântica teve uma redução significativa em 2025, com uma queda...

Estudantes da USP em greve exigem diálogo com reitoria

Estudantes da USP reivindicam diálogo em nova manifestação no centro de São Paulo Na noite...

Dólar ultrapassa R$ 5 e Ibovespa recua 1,8% após notícias políticas

Turbulência no Mercado Financeiro Brasileiro Após Revelações Envolvendo Senador Flávio Bolsonaro Nesta quarta-feira (13), o...

Peruíbe ganha canais digitais e amplia acesso à informação

Peruíbe ganha novas opções em TV digital com foco em informação e cidadania A partir...

Ingressos para adeus da seleção antes da Copa à venda dia 14

Os fãs do futebol brasileiro têm uma excelente oportunidade de ver a seleção em...

Acordo define jornada de 40h e folgas aos fins de semana

Em reunião realizada nesta quarta-feira (13), lideranças da Câmara dos Deputados e ministros do...

Trump e Xi Jinping debatem guerra e comércio na China

Reunião Crucial: Trump Busca Diálogo com Xi Jinping em Meio a Tensões Globais A cúpula...
- Publicidade -spot_img