NotíciasIBGEMeninas sobressaem como principais vítimas de assédio na PeNSE 2024

Meninas sobressaem como principais vítimas de assédio na PeNSE 2024

Novo Relatório do IBGE Revela Aumento Alarmante em Casos de Assédio Sexual Entre Jovens

Um estudo recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em parceria com o Ministério da Saúde e apoio do Ministério da Educação, revelou que 18,5% dos estudantes brasileiros entre 13 e 17 anos relataram ter enfrentado situações de assédio sexual ao longo da vida, com um aumento significativo desde a última pesquisa em 2019. O levantamento, parte da 5ª edição da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), indica que as meninas são as mais afetadas, com 26% relatando essas experiências, contrastando com 10,9% dos meninos. Este aumento de 3,8 pontos percentuais em relação a 2019 é especialmente alarmante entre as meninas, que têm registrado um acréscimo de 5,9 pontos.

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A pesquisa também constatou que 12,5% dos adolescentes deixaram de ir à escola devido à falta de segurança no trajeto, uma preocupação que afeta desproporcionalmente os alunos da rede pública. No entanto, dados sobre a saúde mental mostraram sinais de melhora, com quatro dos seis indicadores avaliados apresentando avanços em comparação a 2019. Apesar disso, 32% dos jovens relataram ter pensado em machucar a si mesmos nos últimos 12 meses. Além disso, 19,4% dos estudantes alegaram ter sentido dores de dente nos últimos seis meses, enquanto mais de um terço não foi ao dentista durante o ano anterior à pesquisa.

Por outro lado, o estudo aponta um crescimento na experimentação de cigarros eletrônicos, que mais que dobrou desde 2019, passando de 16,8% para 29,6%. Dentre as meninas, o percentual é ainda maior, alcançando 31,7%. Em termos de bullying, 27,2% dos estudantes afirmaram ter sofrido provocações constantes, um aumento em relação aos 23% reportados em 2019. O cyberbullying também ganhou destaque, atingindo cerca de 12,7% dos adolescentes nas redes sociais, com as meninas sendo as mais afetadas.

Na esfera da saúde sexual, observou-se um adiamento na iniciação sexual, com 30,4% dos adolescentes relatando a primeira relação sexual; no entanto, apenas 61,7% utilizaram preservativos nessa ocasião. O estudo também revelou que 15,3% das meninas deixaram de frequentar aulas por falta de absorventes, destacando uma necessidade urgente de políticas públicas que abordem as questões de saúde e segurança escolar. Os resultados da PeNSE 2024 são fundamentais para entender os desafios enfrentados pelos jovens brasileiros e orientar futuras intervenções.

5ª edição da PeNSE: meninas são as maiores vítimas de violência sexual

Portal IBGE

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