Qualidade do Ar no Brasil: Relatório 2025 Revela Excesso de Poluentes e Desafios na Governança
A qualidade do ar no Brasil frequentemente ultrapassa os limites estipulados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), de acordo com o Relatório Anual de Acompanhamento da Qualidade do Ar 2025 divulgado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). Este documento, elaborado anualmente, desta vez destacou os impactos de um novo conjunto de regulamentações adotadas para alinhar os padrões nacionais aos internacionais.
Os dados de 2024, agregados sob a nova resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), mostram que a maioria dos poluentes atmosféricos monitorados – incluindo ozônio, dióxido de enxofre, e material particulado – excedeu os novos limites intermediários estabelecidos. Somente o monóxido de carbono e o dióxido de nitrogênio mantiveram-se dentro dos parâmetros definidos pela tabela de transição do Conama, com exceções pontuais em locais como o estado do Maranhão.
Sazonalmente, as medições indicam variações significativas nas concentrações de poluentes, sugerindo a influência de fatores como climáticos e de atividades industriais em diferentes regiões. Por exemplo, o aumento de 11% na concentração de ozônio foi registrado predominantemente em Minas Gerais, enquanto o Rio Grande do Sul detectou um aumento de 17% na presença de monóxido de carbono.
A análise também reflete um avanço na infraestrutura de monitoramento, com a adição de 91 novas estações em comparação com 2023, elevando o total para 570 estações de monitoramento em todo o país. Entretanto, o relatório aponta para desafios persistentes, como a inatividade de algumas estações e a transmissão irregular de dados pelos estados, o que pode comprometer a precisão das avaliações ambientais.
Além das métricas de poluição e infraestrutura, o relatório do MMA também critica a falta de abordagens proativas para lidar com picos de poluição, que não foram devidamente capturados no esquema de relatórios. Segundo JP Amaral, ex-conselheiro do Conama, isto sublinha a necessidade urgente de revisão e fortalecimento dos planos nacionais e estaduais de qualidade do ar.
Este panorama crítico sobre a qualidade do ar serve como um chamado à ação, enfatizando a importância de medidas integradas de controle de emissões e a necessidade de atualização contínua dos sistemas de gestão ambiental para proteger a saúde da população brasileira.
Concentração de poluentes no ar ultrapassa limites em todo o país
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