A Associação Internacional de Surfe (ISA) divulgou, nesta sexta-feira, as novas regras para a classificação dos atletas que disputarão as vagas para os Jogos Olímpicos de 2028 em Los Angeles. Uma importante alteração será a diminuição do número de vagas provenientes da Liga Mundial de Surfe (WSL), que passará a classificar apenas cinco homens e cinco mulheres, reduzindo o impacto desse circuito em comparação aos Jogos anteriores.
Nos Jogos de Tóquio e Paris, o circuito de elite garantiu oito vagas femininas e dez masculinas, mas para o próximo ciclo olímpico, a WSL terá um total de dez vagas, com um limite de um surfe por país. Essa mudança entra em vigor a partir de junho de 2028, marcando a fase final de classificação para o evento em Los Angeles. Notavelmente, se as regras já estivessem em vigor, o Brasil, que teve dois representantes entre os cinco primeiros no circuito masculino, só conseguiria classificar o melhor colocado para as Olimpíadas.
Além disso, a ISA aumentou o número de vagas nos Jogos Mundiais de Surfe (ISSG), que agora oferecerão dez vagas para cada gênero, também com a restrição de um atleta por país. Os países com melhor desempenho nos ISSG de 2026 e 2027 receberão uma vaga adicional, uma mudança que pode beneficiar nações com equipe forte em ambos os gêneros, como ocorreu com o Brasil em Paris.
O Brasil, líder em medalhas olímpicas no surfe, conquistou três medalhas na história dos jogos, incluindo o ouro histórico de Ítalo Ferreira em Tóquio e dois pódios em Paris, com Gabriel Medina e Tatiana Weston-Webb. Para 2028, os atletas brasileiros também tentarão garantir vagas através dos Jogos Pan-Americanos de 2027, em Lima, onde o campeonato fornecerá uma vaga direta para a Olimpíada.
As mudanças nas regras de classificação visam equilibrar o acesso às Olimpíadas entre os surfistas de diferentes circuitos e continentes, proporcionando uma competição mais inclusiva e diversificada.
Surfe terá menos vagas olímpicas via WSL nos Jogos de Los Angeles
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