A Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) alertou para o aumento da circulação de vírus respiratórios no Hemisfério Sul, destacando a variante K do Influenza H3N2 como predominante nesta temporada. Essa variante, embora não mais grave, promete um período mais extenso de transmissão.
Identificada pela primeira vez no Hemisfério Norte durante a última temporada de inverno, a variante K foi detectada no Brasil em dezembro de 2025. Conforme observado pela Opas em seu recente alerta epidemiológico, a América do Sul está adentrando gradualmente na temporada de inverno, o que já reflete uma elevação inicial no número de casos de Influenza, com a variante A(H3N2) sendo mais comum até agora.
Até o fim de março deste ano, a taxa de positividade para o Influenza no Brasil ficou abaixo de 5%, mas aumentou para 7,4% recentemente, indicando uma intensificação na circulação do vírus. Do total de 607 análises de sequenciamento genético realizado pelo Ministério da Saúde, 72% dos casos identificados correspondem ao subclado K, reforçando a predominância desta cepa.
Além da Influenza, aumentos graduais nos casos de vírus sincicial respiratório (VSR) foram notados, antecipando o padrão sazonal usual, que pode aumentar significativamente a carga de doença, especialmente em crianças pequenas e outros grupos de risco.
Em resposta a esse cenário, a Opas recomenda que as nações sul-americanas preparem-se para uma temporada de alta intensidade e picos de demanda hospitalar. Sendo assim, as ações de vacinação estão sendo intensificadas para prevenir internações e mortes. No Brasil, a campanha nacional de vacinação contra a influenza já está em curso, priorizando crianças menores de 6 anos, idosos, gestantes e pessoas com comorbidades. Além disso, o Ministério da Saúde disponibiliza a vacina contra o VSR para gestantes.
A nova edição do Boletim Infogripe, divulgada pela Fundação Oswaldo Cruz, aponta um aumento nos casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), causados por Influenza A e VSR, com 24 das 27 unidades federativas do país em nível de alerta ou risco. Desde o início de 2026, foram registrados mais de 46 mil casos de SRAG no Brasil, com cerca de 44,3% desses casos confirmados como infecções virais por testes laboratoriais.
Para mais informações sobre a vacinação e medidas preventivas, é aconselhável seguir as orientações do Ministério da Saúde e manter práticas de higiene recomendadas, como lavagem frequente das mãos e etiqueta respiratória, para controlar a propagação destas infecções.
Opas alerta para alta de casos de gripe K e VSR no Hemisfério Sul
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