O banqueiro Daniel Vorcaro, acusado de fraudes no INSS e envolvido em outras investigações, optou por não comparecer à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) marcada para a próxima segunda-feira, após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida, segundo o ministro André Mendonça, garante a Vorcaro o direito de não participar das audiências enquanto investigado. Mendonça, que é o relator do caso no STF, também deliberou sobre a restituição dos dados obtidos através de quebra de sigilo ao CPMI e seu envio subsequente à Polícia Federal (PF) para continuidade das investigações.
A decisão de não comparecimento foi confirmada pelo advogado de Vorcaro, Roberto Podval, e a agenda da CPMI já foi ajustada pelo deputado Alfredo Gaspar (União-AL), presidente da comissão. Além da CPMI do INSS, o banqueiro também não é obrigado a depor na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) agendada para o dia seguinte.
Mendonça reverteu uma decisão anterior do ministro Dias Toffoli, que havia retirado os dados do acesso da CPMI, determinando que o material fosse mantido sob custódia da presidência do Senado. Agora os dados devem ser compartilhados com a PF, que investiga as supostas fraudes no Banco Master de Vorcaro, incluindo empréstimos consignados e descontos irregulares em aposentadorias.
Este compartilhamento de informações foi celebrado por Alfredo Gaspar como uma “vitória da transparência”. Em uma declaração nas redes sociais, ele mencionou que “a determinação de envio imediato do material à Polícia Federal fortalece a investigação e o nosso trabalho”.
As investigações se aprofundam no contexto da Operação Compliance Zero, iniciada pela PF em novembro de 2025, visando desvendar a concessão de créditos falsos pelo Banco Master e uma possível tentativa de aquisição pelo Banco Regional de Brasília (BRB). O montante envolvido nas fraudes investigadas pode alcançar até R$ 17 bilhões, segundo informações preliminares da polícia.
Vorcaro confirma que não irá depor na CPMI do INSS
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