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Escassez de pessoal na ANP afeta regulação do gás natural

Nova Lei do Gás: Desafios Regulatórios e Avanços no Setor

A implementação da Nova Lei do Gás, um marco regulatório essencial para o setor energético brasileiro, enfrenta obstáculos devido à falta de pessoal e restrições orçamentárias na Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O reconhecimento desse problema foi feito pela própria agência em comunicado enviado à Agência Brasil, em resposta a críticas apontadas pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

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Um estudo detalhado divulgado pela CNI chamou atenção para a defasagem nos preços do gás natural no Brasil, que chegam a ser dez vezes maiores que os praticados nos Estados Unidos e o dobro dos preços na Europa. O relatório, que tem 86 páginas, critica principalmente a demora na regulamentação de importantes tópicos no setor, destacando que de 15 temas relevantes, apenas três obtiveram conclusão.

Enquanto isso, a CNI cobra do governo federal e da ANP uma ação mais enérgica e a liberação de recursos necessários para a efetivação da agenda regulatória, crucial para a abertura e o bom funcionamento do mercado de gás. A falta de pessoal volta a ser um entrave significativo, atrasando ainda mais o cronograma proposto.

Apesar desse panorama desafiador, a ANP sublinha progressos significativos alcançados desde a adoção da nova legislação. Segundo a agência, os resultados incluem um aumento substancial no número de contratos de comercialização, que saltou de 90 em 2020 para 996 em dezembro de 2024. Também houve um crescimento na quantidade de agentes autorizados a comercializar o gás, passando de 124 em 2020 para 215 em 2024.

Esses avanços vêm acompanhados de uma maior diversidade no mercado, com a diminuição da participação da Petrobras e aumento da presença de outros operadores, que já representam 23% do mercado.

Na dimensão governamental, o Ministério de Minas e Energia (MME) prometeu intensificar esforços para fortalecer tanto a produção nacional quanto a importação de gás natural, principalmente da Argentina e Bolívia. Além disso, o MME planeja melhorar a infraestrutura necessária para o escoamento, processamento e transporte deste insumo vital.

Todavia, as tensões orçamentárias não afetam apenas a regulamentação. Em julho de 2024, a ANP anunciou a redução de seu programa de pesquisa de preços de combustíveis em postos revendedores devido a cortes no orçamento, o que demonstra uma crescente necessidade de revisão de prioridades e alocação de recursos dentro da agência.

Este relatório da CNI e as respostas da ANP e MME ilustram os desafios complexos que ainda precisam ser superados no processo de revitalização e adequação do mercado de gás natural no Brasil, uma peça-chave para o aumento da competitividade industrial e o compromisso com a descarbonização energética do país.

ANP admite que falta de pessoal prejudica regulação do mercado de gás

Agência Brasil

Economia

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